O empresário e vereador de Indaial, Eduardo Cunha, rompeu o silêncio após ser apontado como o principal articulador de um esquema de fraudes em licitações destinadas à contratação de shows nacionais. A investigação, conduzida pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas) através da megaoperação "Pão e Circo", aponta que o esquema movimentou mais de R$ 53,9 milhões em contratos públicos em Santa Catarina.

Na última terça-feira (7), Cunha foi alvo de um mandado de busca e apreensão em sua residência, como parte da ofensiva contra a organização criminosa suspeita de desviar verbas públicas. A operação visa desmantelar uma rede que supostamente manipulava processos licitatórios para favorecer empresas específicas na contratação de artistas e eventos.

Em sua primeira manifestação pública após as acusações, o vereador declarou estar confiante de que a "verdade prevalecerá". Ele se defendeu das imputações, buscando demonstrar sua inocência diante das investigações que o colocam no centro de um esquema de corrupção que pode ter lesado os cofres públicos em dezenas de milhões de reais.

A operação "Pão e Circo" continua em andamento, com o objetivo de coletar mais provas e identificar todos os envolvidos no esquema. As autoridades buscam esclarecer como as licitações foram manipuladas e qual o real prejuízo causado ao erário público, bem como a extensão da participação de cada indivíduo no esquema investigado.